O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o discurso desta terça, 22, na Assembleia Geral das Nações Unidas para defender a atuação norte-americana no Oriente Médio, pressionar o Irã por um acordo e apresentar as principais prioridades de sua política externa. A fala durou cerca de 37 minutos e também abordou a guerra na Ucrânia, inteligência artificial, combate a cartéis e críticas a organismos internacionais.
Ao tratar do Irã, Trump afirmou que os Estados Unidos mantêm capacidade militar para ampliar a ofensiva caso não haja um entendimento e disse esperar avanço nas negociações após as eleições legislativas de novembro. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou no mesmo dia que Washington está aberto a conversas com representantes iranianos na ONU, embora nenhuma reunião tenha sido oficialmente marcada.
Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, Trump declarou que o governo norte-americano trabalha com as lideranças dos dois países e disse acreditar que uma solução poderá ser alcançada mais rapidamente do que muitos esperam. O presidente também tinha uma agenda de encontros bilaterais com líderes internacionais à margem da Assembleia Geral.
No campo tecnológico, Trump afirmou que seu governo pretende adotar a expressão “super inteligência” em vez de inteligência artificial e voltou a criticar alertas sobre riscos da tecnologia. Ele também atacou o Tribunal Penal Internacional, defendeu ações mais duras contra cartéis de drogas e reiterou críticas a Cuba e ao governo venezuelano.
A Assembleia Geral deste ano ocorre em meio às guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, às tensões entre grandes potências e ao debate sobre inteligência artificial. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também discursou nesta terça e pediu maior controle internacional sobre os riscos da IA, reformas nas instituições multilaterais e esforços para encerrar os conflitos em andamento.


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