O resultado do 1º turno da eleição presidencial deste domingo, 4, mostrou um mapa eleitoral dividido, mas com uma diferença clara na distribuição territorial dos votos. Flávio Bolsonaro, do PL, terminou à frente em estados espalhados pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, concentrou sua principal vantagem no Nordeste.
Nos nove estados nordestinos, Lula manteve o desempenho mais favorável e conseguiu superar Flávio Bolsonaro. A região voltou a representar o principal núcleo de apoio eleitoral ao petista, repetindo uma característica observada nas últimas disputas presidenciais. Fora do Nordeste, o Pará foi a principal exceção, com Lula também terminando à frente no estado.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, obteve vitórias distribuídas por quatro regiões do país. No Sul, liderou nos três estados. No Sudeste, terminou à frente em importantes colégios eleitorais, incluindo Minas Gerais, onde recebeu cerca de 48,4% dos votos válidos, contra 43,1% de Lula. No Centro-Oeste e em parte do Norte, o candidato do PL também apresentou vantagem na apuração.
A distribuição dos votos ajuda a explicar a vantagem nacional de Flávio no 1º turno. Enquanto Lula teve votação mais concentrada geograficamente, especialmente no Nordeste, o candidato do PL conseguiu obter resultados superiores em estados de diferentes regiões. O Sudeste, sozinho, reúne aproximadamente 42% do eleitorado brasileiro, enquanto o Nordeste representa cerca de 27%, o que dá peso significativo ao desempenho regional na soma nacional.
O mapa eleitoral também mostrou diferenças em relação às pesquisas divulgadas antes da votação. Levantamentos realizados durante a campanha apontavam Lula numericamente à frente em Minas Gerais, por exemplo, enquanto a apuração das urnas mostrou Flávio Bolsonaro vencendo no estado. No Nordeste, por outro lado, o predomínio de Lula já aparecia de forma consistente nas pesquisas realizadas antes do pleito.


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