O Quênia confirmou seu primeiro caso de ebola após a morte de um cidadão queniano que havia vivido durante sete anos na República Democrática do Congo. O homem chegou a Nairóbi no último sábado, 3, foi isolado após procurar atendimento médico e morreu na segunda, 5. Exames realizados por dois laboratórios confirmaram infecção pelo vírus Bundibugyo.
Segundo o Ministério da Saúde queniano, o paciente começou a apresentar sintomas cerca de um mês antes, ainda no Congo, onde passou por diferentes unidades de saúde. Depois, viajou por terra até Kampala, em Uganda, e embarcou em um voo da Jambojet com destino a Nairóbi. Mesmo apresentando sinais compatíveis com a doença, ele passou pelos controles de fronteira antes de ser levado a um hospital.
As autoridades iniciaram uma ampla operação de rastreamento. Inicialmente, 28 pessoas que tiveram contato direto com o paciente foram identificadas, entre familiares e profissionais de saúde, além de passageiros e tripulantes do voo. Atualizações posteriores elevaram para 57 o número de contatos monitorados, com 10 pessoas colocadas em quarentena.
A confirmação ocorre em meio ao maior surto já registrado na República Democrática do Congo, onde mais de 8 mil casos e cerca de 4 mil mortes foram contabilizados desde maio. A epidemia é causada pela cepa Bundibugyo, uma forma rara do vírus para a qual ainda não há vacina ou tratamento específico aprovado.
O governo queniano elevou o nível de alerta nos pontos de entrada do país, reforçou o rastreamento de contatos e ampliou a capacidade de isolamento. A OMS e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças apoiam a resposta. O ebola não é transmitido pelo ar, mas pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou por materiais contaminados.


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