O Brasil foi reconhecido nesta quinta, 8, pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pela eliminação da transmissão vertical do HIV, quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. O país já havia recebido a certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em dezembro de 2025 e se tornou o primeiro com mais de 100 milhões de habitantes a alcançar esse resultado.
Para obter o reconhecimento, o Brasil precisou demonstrar taxa de transmissão inferior a 2%, cobertura de pré-natal superior a 95%, testagem rotineira para HIV e início oportuno do tratamento antirretroviral em gestantes diagnosticadas. A certificação é considerada um marco de saúde pública, mas não significa ausência absoluta de casos.
Segundo a OPAS, o resultado está ligado à oferta universal de atendimento pelo SUS, à atuação da atenção primária, à estrutura de laboratórios e sistemas de informação e ao acompanhamento de gestantes durante o pré-natal. Estados e municípios com mais de 100 mil habitantes passaram por avaliações antes da validação nacional.
A prevenção inclui testagem para HIV durante a gestação e no parto, início rápido do tratamento quando o diagnóstico é positivo e acompanhamento do recém-nascido. O Ministério da Saúde também recomenda que mães com HIV não amamentem, já que o vírus pode ser transmitido pelo leite, e informa que o SUS fornece fórmula láctea nesses casos.
Com o reconhecimento, o Brasil passa a integrar um grupo de 19 países e territórios validados pela OMS pela eliminação da transmissão vertical do HIV. Doze deles estão nas Américas. A meta internacional é ampliar esse tipo de controle para outras infecções, como sífilis, hepatite B e doença de Chagas congênita.


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