O furacão Isaias levou empresas de petróleo e gás a interromperem mais de 70% da produção de petróleo no Golfo do México nesta sexta, 9, aumentando a preocupação com o abastecimento de combustíveis e pressionando os preços internacionais. A região responde por cerca de 15% da produção de petróleo dos Estados Unidos e concentra instalações importantes de refino e transporte de energia.
Segundo dados das autoridades norte-americanas, aproximadamente 1,5 milhão de barris de petróleo por dia e 1,3 bilhão de pés cúbicos de gás natural foram retirados temporariamente de operação. Empresas como BP, Chevron, Shell, Eni e Murphy Oil evacuaram plataformas e reduziram atividades enquanto o furacão se aproxima da costa entre Alabama e o noroeste da Flórida.
A interrupção ocorre em um momento de forte tensão no mercado global de energia. O petróleo Brent fechou nesta sexta a US$ 104,72 por barril, enquanto o WTI terminou a US$ 91,85. Além dos efeitos do furacão, os preços continuam elevados por causa das restrições no Oriente Médio, dos conflitos envolvendo Irã e Ucrânia e dos altos custos de transporte marítimo.
Embora a trajetória atual do Isaias não aponte para impacto direto sobre os maiores polos de refino da costa do Golfo, há risco de interrupções por falta de energia elétrica e danos em refinarias menores. Analistas alertam que qualquer paralisação adicional pode agravar a escassez de diesel e combustível de aviação, segmentos que já operam sob pressão.
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos classificou o Isaias como furacão de categoria 3, com ventos de aproximadamente 165 km/h na noite de quinta, 8. O fenômeno deve atingir a costa norte-americana nesta sexta, acompanhado de chuvas intensas, maré de tempestade e risco de alagamentos.


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