O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 2,4% para 2,2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. Para 2027, a estimativa também foi revista para baixo, de 2,2% para 1,9%, segundo a atualização do relatório de perspectivas econômicas divulgada na terça, 13.
O FMI atribui a revisão às condições monetárias ainda restritivas, à redução do impulso fiscal e ao cenário de maior incerteza internacional. Para a América Latina e o Caribe, a instituição prevê crescimento de 2,3% neste ano e de 2,5% em 2027. A economia mundial, por outro lado, teve a projeção para 2026 ligeiramente elevada, de 3% para 3,1%.
O relatório aponta que os benefícios econômicos associados ao avanço da inteligência artificial continuam concentrados principalmente em países como Estados Unidos e China. Segundo o FMI, grande parte da América Latina ainda recebe pouco impulso desse movimento. A instituição estima que, no mundo, cerca de 40% dos empregos poderão ser afetados pela inteligência artificial, seja pela transformação das funções, redução de postos ou aumento de produtividade.
Outro fator de preocupação é a alta dos preços da energia provocada pela guerra no Oriente Médio. O impacto varia entre os países latino-americanos: exportadores de commodities podem se beneficiar dos preços mais altos, enquanto economias dependentes da importação de energia enfrentam maior pressão sobre inflação, custos empresariais e renda das famílias.
O FMI também alerta que novas turbulências nos mercados internacionais podem elevar os custos de financiamento dos países emergentes e pressionar suas moedas. Diante desse cenário, a instituição recomenda aos governos recompor o espaço fiscal e adotar medidas temporárias e direcionadas para reduzir os efeitos da alta de energia e alimentos, enquanto os bancos centrais devem ajustar a política monetária às condições de cada economia.


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