Arrecadação do DF chega a R$ 28 bilhões até agosto e supera 70% da previsão para 2026

O Distrito Federal arrecadou R$ 28 bilhões em receitas correntes até agosto, o equivalente a 71,85% de tudo o que estava previsto para 2026. Os números foram apresentados nesta última quinta, 15, durante audiência pública da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa, que analisou o desempenho fiscal dos oito primeiros meses do ano.

A receita tributária somou R$ 20,1 bilhões, o equivalente a 79,29% da previsão anual de R$ 25,4 bilhões. O ICMS respondeu por 46,2% da arrecadação com impostos e taxas. Já as receitas de capital chegaram a R$ 1,1 bilhão, superando a previsão anual de R$ 726 milhões.

Do lado das despesas, o governo empenhou R$ 31 bilhões até agosto, de uma dotação autorizada de R$ 47,6 bilhões. Os gastos com pessoal representavam 40,54% do orçamento e permaneciam dentro do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O presidente da comissão, deputado Eduardo Pedrosa, afirmou que as receitas cresceram cerca de R$ 1 bilhão entre maio e agosto, impulsionadas pela alienação de bens. Segundo ele, há indicativo de excesso de arrecadação no último quadrimestre, enquanto a execução dos investimentos se aproxima da metade do valor previsto para o ano, de R$ 3,5 bilhões.

O assessor especial de política fiscal da Secretaria de Economia do DF, Luiz Barreto, afirmou que o Distrito Federal iniciou 2026 com déficit próximo de R$ 3 bilhões após resultados negativos nos dois anos anteriores. Até agosto, a aplicação em educação estava em 23%, abaixo dos 25% que precisam ser alcançados até o fim do exercício.

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