O IBGE estimou, em levantamento divulgado na última quinta, 15, que a safra brasileira de grãos de 2026 chegará a 354,5 milhões de toneladas, alta de 2,4% sobre os 346,1 milhões de toneladas de 2025. É o maior volume da série histórica do instituto para cereais, leguminosas e oleaginosas.
Os números constam do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), referente a setembro. A diferença sobre a safra anterior equivale a 8,4 milhões de toneladas, e a área a ser colhida chega a 83,2 milhões de hectares, 2% ou 1,6 milhão de hectares acima dos 81,6 milhões colhidos em 2025.
Na comparação com a estimativa de agosto, a previsão ficou praticamente estável: a variação foi de 0,4%, o que representa 1.566.233 toneladas a mais.
A soja deve render 175 milhões de toneladas, alta de 5,4% sobre o ano anterior, com área a ser colhida 1,3% maior. Para o milho, o instituto projeta 143,3 milhões de toneladas, avanço de 1,1%, divididas entre 29,7 milhões na primeira safra, com alta de 15,5%, e 113,6 milhões na segunda, com queda de 2,0%.
O arroz em casca segue em direção oposta, com produção estimada em 11,2 milhões de toneladas, queda de 11,4%, e área a ser colhida 12,6% menor. Somados, arroz, milho e soja respondem por 93% da produção estimada e por 87,3% da área a ser colhida.
Entre as demais culturas, o trigo deve somar 5,9 milhões de toneladas, 24% a menos que em 2025, e o algodão herbáceo, 9,5 milhões, queda de 3,9%. O sorgo, com seis milhões de toneladas, cresce 11%, e a produção de feijão deve recuar 6,6%.
Frente à estimativa de agosto, subiram as projeções para soja (0,1%), milho de segunda safra (1,4%), algodão (3%), sorgo (2,6%), café canephora (0,7%), café arábica (4,1%), cana-de-açúcar (4,8%) e uva (2,3%). Recuaram as de trigo (-6,2%), laranja (-5,7%), tomate (-5,5%), cevada (-2,2%) e aveia (-0,5%).
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