O governo francês vai ampliar o policiamento para as manifestações previstas para o próximo sábado, 24, após um fim de semana marcado por confrontos, saques e distúrbios em várias cidades do país. A decisão inclui o reforço da presença policial e o uso de militares em apoio às forças de segurança, enquanto as autoridades tentam evitar uma nova escalada da violência.
Os protestos começaram com reivindicações contra o aumento do custo de vida e a piora dos serviços públicos, mas parte dos atos terminou em confrontos com a polícia. No último fim de semana, mais de 2.400 pessoas foram presas e quase mil agentes ficaram feridos, além de registros de vandalismo e incêndios em cidades como Paris, Marselha e Limoges.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu reconheceu falhas na resposta das forças de segurança e afirmou que o governo precisa melhorar a atuação diante das mobilizações. Toques de recolher localizados em áreas de Paris, Lille e Nice ajudaram a reduzir os distúrbios nos últimos dias.
As manifestações previstas para sábado devem reunir estudantes, sindicalistas e integrantes do movimento dos coletes amarelos. O governo teme que grupos violentos voltem a se infiltrar nos atos e, por isso, pretende reforçar o controle em pontos considerados mais sensíveis.
Além da segurança pública, a onda de protestos já começa a produzir efeitos econômicos. Empresas relataram prejuízos, enquanto o mercado financeiro demonstrou preocupação com a instabilidade política e fiscal do país. As autoridades afirmam que manifestações pacíficas continuarão sendo permitidas, mas que atos de violência e depredação serão reprimidos.


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