O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu por unanimidade, na segunda, 19, que Vasco da Gama e Boca Juniors jogam nesta terça, 20, às 21h30, no Maracanã, pela semifinal da Copa Sul-Americana. O colegiado é formado pelos 25 desembargadores mais antigos do tribunal.
Em seu voto, o relator, Joaquim Domingos, ratificou o entendimento de 13 de outubro, que restabeleceu a decisão que concedera tutela recursal antecipada e determinava ao Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela administração do estádio, que cedesse o Maracanã para a partida. Segundo o magistrado, “os ingressos para a partida entre Vasco e Boca Juniors já tinham sido comercializados”, e o jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo, previsto para a mesma data no Maracanãzinho, foi transferido para o Tijuca Tênis Clube.
Depois da decisão final da Justiça, os ingressos postos à venda pelo Vasco se esgotaram rapidamente. O clube não divulgou o total vendido, e a estimativa é de que tenham sido comercializados 65 mil bilhetes. Em 10 de outubro, em petição à Justiça, o clube informava ter 46.014 ingressos vendidos, número de outro momento e que não deve ser confundido com a estimativa atual.
No jogo de ida, na terça, 13, o Vasco venceu o Boca Juniors por 1 a 0 na Bombonera, em Buenos Aires, e ganhou a vantagem do empate no Maracanã. O resultado, porém, não encerra a semifinal, que depende da partida desta terça.
A disputa sobre o local do jogo durou quase três semanas e opôs o Vasco ao Consórcio Fla-Flu. Em 9 de outubro, a presidência da 23ª Câmara de Direito Privado do TJRJ concedeu liminar que autorizava o clube a usar o Maracanã. Três dias depois, em 12 de outubro, a 1ª vice-presidente do tribunal, desembargadora Suely Lopes Magalhães, atendeu ao consórcio e suspendeu os efeitos dessa decisão.
Na decisão de 12 de outubro, a desembargadora afirmou que a suspensão “não impede a partida” e que o Estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro, estava apto a sediá-la. Ela citou ainda risco de segurança pública, por causa da presença de três torcidas rivais na mesma praça esportiva, já que o jogo de basquete ocorreria ao lado do estádio.
O Vasco havia apresentado, em petição de 10 de outubro, pedido urgente para restabelecer a autorização. No documento, o clube disse que trocar o estádio exigiria reverter setores, assentos, acessos, validade dos bilhetes e eventuais reembolsos, além de reformular o planejamento de segurança. A petição citava ainda a previsão de 50 a 60 ônibus de torcedores visitantes e a estrutura prevista para cerca de 250 profissionais de imprensa.


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