A Polícia Federal deflagrou na quarta, 21, a Operação Gabarito, que investiga possíveis fraudes no concurso para técnico administrativo em educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizado em março de 2026. Os agentes cumprem 13 mandados de busca e apreensão na capital fluminense.
A investigação começou com uma notícia-crime encaminhada à PF pela empresa organizadora do concurso, que constatou um padrão de respostas suspeito entre as provas de diversos candidatos. A PF afirmou em nota que a situação aponta para um possível esquema coletivo: “Tal fato indica a possibilidade da existência de um esquema coletivo para fraudar os resultados do certame e para beneficiar determinados participantes.”
As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e são cumpridas em endereços de três bairros da Zona Oeste da cidade: Realengo, Bangu e Taquara. Segundo a PF, os investigados poderão responder pelo crime de fraude em certame de interesse público, sem prejuízo de outros delitos que surjam no decorrer das apurações.
A Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados nem informou quantos candidatos são alvo das buscas ou estão sob suspeita no total, e as fontes consultadas mencionam apenas medidas de busca e apreensão, sem prisões. Não foi localizada manifestação da UFRJ, da empresa organizadora nem da defesa dos investigados, de modo que não se sabe em que fase está o concurso, se em homologação, nomeações ou eventual anulação.
O edital do concurso foi lançado em dezembro de 2025 e previa o preenchimento de 243 vagas para cargos administrativos de nível médio e superior na universidade federal. As provas, objetivas e discursivas, foram aplicadas no início de março de 2026, e é sobre esse exame que recaem as suspeitas apuradas pela Operação Gabarito.


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