A liderança do Irã alertou neste domingo, 1º, para o risco de um conflito regional caso o país seja atacado pelos Estados Unidos, em meio ao aumento da presença militar americana no Oriente Médio e à escalada de tensões entre Washington e Teerã.
O alerta ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçar ameaças de intervenção caso o Irã não avance em um novo acordo nuclear ou interrompa a repressão a protestos internos. Em resposta, autoridades iranianas classificaram exércitos da União Europeia como “grupos terroristas”, em uma medida de retaliação política.
Apesar do discurso duro, os dois lados sinalizam disposição para retomar negociações. Aliados regionais, como a Turquia, também atuam nos bastidores para reduzir a tensão. No sábado, Trump afirmou que o Irã estaria “conversando seriamente” com Washington, declaração feita poucas horas após o chefe de segurança iraniano, Ali Larijani, indicar que os preparativos para negociações estavam em andamento.
O Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, minimizou a presença naval americana na região e afirmou que o país não se deixará intimidar. Segundo ele, o Irã não busca iniciar conflitos, mas reagirá com força a qualquer ataque ou provocação externa.
Atualmente, os Estados Unidos mantêm seis destróieres, um porta-aviões e três navios de combate litorâneo no Oriente Médio. De acordo com informações da Reuters, Trump avalia diferentes opções contra o Irã, incluindo possíveis ataques direcionados às forças de segurança do país.


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