Em um marco inédito da exploração espacial, quatro astronautas da missão Artemis II ultrapassaram todos os limites já atingidos por humanos ao sobrevoar a face oculta da Lua nesta última segunda, 6, registrando fenômenos raros e ampliando o conhecimento científico sobre o satélite natural da Terra.
Durante aproximadamente seis horas, a tripulação realizou um mapeamento visual direto do hemisfério lunar que não é visível da Terra, observando impactos de meteoros que produziram flashes luminosos na superfície escura e craterada. As ocorrências foram descritas como faíscas e rastros de luz, oferecendo dados valiosos para estudos sobre atividade meteórica na Lua.
O monitoramento em tempo real foi acompanhado por cientistas reunidos no Centro Espacial Johnson, em Houston, que analisaram as informações enviadas pela cápsula Orion, posicionada a cerca de 402 mil quilômetros da Terra. A aproximação atingiu uma distância mínima de 6.550 quilômetros da superfície lunar, em um dos pontos mais próximos da missão.
A operação representa a primeira vez, em mais de 50 anos, que astronautas viajam até as proximidades da Lua, retomando um feito histórico que havia sido alcançado apenas durante as missões Apollo, entre 1969 e 1972. Na ocasião, 12 astronautas chegaram a caminhar na superfície lunar, um marco ainda não superado.
Parte do programa Artemis, a missão funciona como preparação para futuras viagens tripuladas com pouso na Lua, previstas para os próximos anos. A iniciativa busca não apenas repetir feitos do passado, mas estabelecer uma presença humana duradoura no satélite, com planos que incluem a construção de uma base lunar e avanços rumo a missões tripuladas a Marte.


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