O agravamento da crise no Oriente Médio ganhou novos contornos nesta terça, 7, após o Irã ignorar o ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reabrir o Estreito de Ormuz. A ameaça de retaliação imediata elevou o nível de alerta global, diante do risco de um conflito de grandes proporções na região estratégica para o fluxo de petróleo.
Ao longo do dia, ataques contra alvos iranianos se intensificaram, atingindo infraestruturas críticas como pontes ferroviárias e rodoviárias, um aeroporto e uma planta petroquímica, além de provocar interrupções no fornecimento de energia, segundo veículos de comunicação iranianos. Em resposta, Teerã afirmou que poderá ampliar ofensivas contra países vizinhos do Golfo e relatou ações contra embarcações e instalações industriais ligadas a interesses americanos.
Em meio à escalada, Trump voltou a adotar um tom alarmista em suas redes sociais, afirmando que uma “civilização inteira” poderia ser destruída caso não houvesse um acordo imediato. O prazo estipulado por Washington previa a reabertura do estreito até o horário limite da noite na capital americana, sob ameaça de ataques massivos à infraestrutura iraniana.
Fontes iranianas indicaram que o país rejeitou uma proposta de cessar-fogo temporário intermediada por canais diplomáticos. Segundo essas informações, qualquer negociação futura dependerá do fim dos ataques por parte dos Estados Unidos e de Israel, além de garantias de não retomada das ofensivas e compensações pelos danos causados.
O Irã também defendeu que um eventual acordo deve assegurar seu controle sobre o Estreito de Ormuz, incluindo a possibilidade de cobrança de taxas sobre navios que transitam pela região, ponto considerado vital para o comércio energético mundial e foco central das tensões atuais.


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