As delegações do Irã e dos Estados Unidos encerraram, sem acordo, após 21 horas de negociações em Islamabad, no Paquistão, uma tentativa de avanço diplomático para reduzir tensões envolvendo o programa nuclear iraniano. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que não houve consenso porque os iranianos rejeitaram as condições apresentadas por Washington.
Segundo Vance, a principal exigência dos Estados Unidos era a garantia de que Teerã não desenvolverá armas nucleares nem buscará meios que acelerem esse processo. O representante destacou que esse objetivo segue como prioridade da política externa do governo norte-americano, mas não houve avanços suficientes para um entendimento entre as partes.
O governo iraniano, por sua vez, reiterou que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos e acusou os Estados Unidos de utilizarem o tema como justificativa para pressionar por mudanças políticas internas no país. As autoridades de Teerã negam qualquer intenção de produzir armamento nuclear.
O chefe da delegação iraniana e presidente do Parlamento, Mohammad-Bagher Ghalibaf, afirmou que houve disposição para negociar, mas destacou a falta de confiança no lado americano, citando episódios anteriores de confrontos envolvendo também Israel. Segundo ele, propostas consideradas promissoras foram apresentadas, mas não foram suficientes para garantir um avanço nas tratativas.
Ghalibaf acrescentou que o país continuará empenhado em fortalecer suas capacidades nacionais, mesmo diante do impasse diplomático, indicando que novas rodadas de negociação dependerão de mudanças na postura dos Estados Unidos.


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