A Marinha do Irã afirmou nesta segunda, 4, ter impedido a entrada de navios de guerra “americano-sionistas” no estratégico Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito na região. Segundo a TV estatal iraniana, a ação ocorreu após advertências às forças estrangeiras, enquanto a agência Fars relatou que mísseis teriam atingido um navio dos Estados Unidos próximo a Jask, no Golfo de Omã.
A versão iraniana, no entanto, foi contestada por autoridades norte-americanas. De acordo com um representante de alto escalão dos EUA, não houve qualquer embarcação atingida por mísseis, informação divulgada por um repórter do site Axios. Até o momento, não há confirmação independente dos relatos.
O episódio ocorre após declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que os Estados Unidos pretendem “guiar” navios retidos na região para garantir sua saída em segurança. A medida busca mitigar os impactos do conflito, que já dura mais de dois meses e afeta embarcações com escassez de alimentos e suprimentos.
Em resposta, o comando unificado iraniano reforçou que qualquer movimentação no Estreito deve ser previamente coordenada com suas Forças Armadas. O chefe militar Ali Abdollahi alertou que forças estrangeiras, especialmente dos EUA, poderão ser alvo de ataques caso tentem acessar a hidrovia sem autorização.
Desde o início da guerra, o Irã tem restringido severamente o tráfego marítimo no Golfo, permitindo basicamente a passagem de seus próprios navios. A medida afeta cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás, pressionando os preços internacionais. Do outro lado, o Comando Central dos Estados Unidos informou que mobilizou cerca de 15 mil militares, além de aeronaves, drones e navios de guerra, para apoiar operações na região e manter o bloqueio naval contra Teerã.


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