O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quarta, 17 o acordo provisório firmado com o Irã, afirmando que o entendimento evitou uma catástrofe econômica global. Ao mesmo tempo, o republicano deixou claro que pode autorizar novos ataques ao país caso Teerã não cumpra os compromissos assumidos no pacto.
Em discurso de encerramento da cúpula do G7, realizada na França, Trump afirmou que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz já aumentou significativamente desde o anúncio do cessar-fogo, três dias antes, e disse esperar que esse movimento marque o início de uma paz mais ampla no Oriente Médio. Em coletiva de imprensa, foi direto ao tratar de eventuais violações por parte do Irã: prometeu bombardear o país “até não sobrar nada” se o acordo não for respeitado, embora tenha reforçado que essa não é sua intenção e que prefere ver os termos cumpridos, classificando os iranianos como “pessoas inteligentes”. Em outro momento, reforçou o tom de ameaça, afirmando que retomaria os ataques “bem no meio da cabeça” do regime iraniano caso julgasse necessário.
Segundo Trump, o principal objetivo por trás do acordo era evitar uma crise econômica mais profunda, que poderia ter se agravado caso o conflito se prolongasse. O presidente também agradeceu à China e à Rússia por adotarem postura considerada neutra durante o confronto, afirmando que os líderes Xi Jinping e Vladimir Putin não interferiram nos esforços americanos para conter as ambições nucleares iranianas.
No mercado financeiro, os preços do petróleo recuaram novamente nesta quarta-feira, impulsionados pela perspectiva de reabertura total do Estreito de Ormuz — os contratos futuros do Brent caíram para menos de US$ 80, o nível mais baixo desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã. A trajetória de queda, no entanto, foi parcialmente revertida após a fala de Trump sobre a possibilidade de retomar a guerra, levando os preços a subir mais de 1%. Em declarações à imprensa, um alto funcionário americano chegou a ler trechos do memorando de entendimento assinado com Teerã, mas ressaltou que as partes ainda podem recuar das negociações até que um acordo definitivo e vinculante seja efetivamente fechado.


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