Os preços do petróleo subiram mais de 2% nesta quinta, 25, após um navio cargueiro ser atingido por um projétil próximo a Omã, abalando o frágil acordo que havia permitido a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz. O contrato futuro do Brent fechou em alta de 2,1%, a US$ 75,26 o barril, enquanto o WTI americano subiu 2,3%, a US$ 71,92.
Dois funcionários americanos disseram à Reuters, após o fechamento dos mercados, que o Irã disparou contra o navio enquanto ele tentava atravessar o estreito. As autoridades iranianas, por sua vez, afirmaram que não garantem a segurança de embarcações que circulem fora das rotas designadas de Ormuz. A Organização Marítima Internacional da ONU suspendeu os esforços de escolta de navios e tripulações pelo estreito após o incidente.
O fluxo de petróleo e gás pela região havia sido interrompido após os ataques conjuntos de EUA e Israel ao Irã, em fevereiro, e só havia sido retomado com o acordo preliminar de cessar-fogo. Pelo estreito passavam, antes do conflito, cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo. Analistas da Rystad Energy alertam que, se o tráfego de petroleiros não aumentar em curto prazo, os produtores precisarão cortar produção, e a recuperação total só deve ocorrer no ano que vem, com os tanques de armazenamento no Golfo operando entre 50% e 60% da capacidade.
O secretário de Estado americano Marco Rubio, ao concluir uma viagem ao Oriente Médio, disse a aliados do Golfo que qualquer acordo com o Irã levará em conta seus interesses. EUA e Conselho de Cooperação do Golfo defenderam a navegação “livre, incondicional e irrestrita” pelo estreito, sem taxas ou tentativas de controle. Rubio foi categórico: se o Irã ameaçar ou bloquear navios, “teremos um problema”. O Wall Street Journal informou, no entanto, que o Irã estuda cobrar por serviços de segurança no estreito, o que renderia cerca de US$ 40 bilhões por ano aos países envolvidos.
Os contratos futuros de gasolina nos EUA subiram cerca de 5% e os de diesel ganharam aproximadamente 4% no mesmo pregão.


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