A Rússia realizou na madrugada desta quinta, 2, um dos maiores ataques contra Kiev desde o início da guerra, lançando centenas de drones e dezenas de mísseis contra a capital ucraniana. Segundo as autoridades da Ucrânia, ao menos 21 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, enquanto cerca de 130 edifícios foram danificados durante a ofensiva.
As explosões atingiram diferentes regiões da cidade e levaram milhares de moradores a buscar abrigo em estações de metrô e locais de proteção antiaérea. Entre os imóveis atingidos está um prédio residencial de nove andares, parcialmente destruído pelo bombardeio. De acordo com autoridades ucranianas, este foi o ataque mais letal registrado em Kiev desde maio.
A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 496 drones e 74 mísseis durante a ofensiva, incluindo um número considerado excepcionalmente alto de mísseis balísticos. Os militares afirmaram que a taxa de interceptação foi inferior à registrada em ataques anteriores, cenário atribuído, em parte, à escassez de sistemas de defesa aérea, como os mísseis Patriot.
Ao visitar um dos locais atingidos, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que parte da destruição poderia ter sido evitada caso os aliados tivessem entregue, dentro do prazo prometido, os equipamentos de defesa aérea solicitados por Kiev. O presidente também informou que mantém diálogo com autoridades dos Estados Unidos para reforçar o apoio militar ao país.
Moscou declarou que os bombardeios tiveram como alvo instalações militares e do setor de energia, classificando a ofensiva como uma resposta aos recentes ataques de drones ucranianos em território russo. Já a Ucrânia informou ter atingido, durante a madrugada, uma refinaria de petróleo na região russa de Nizhny Novgorod. Segundo o governador local, uma pessoa morreu em um ataque contra uma instalação industrial.
O novo bombardeio evidencia a intensificação dos ataques entre Rússia e Ucrânia nos últimos meses e reforça a pressão de Kiev por mais sistemas de defesa aérea fornecidos pelos aliados ocidentais. Enquanto os confrontos se ampliam em ambos os lados da fronteira, a população civil continua entre as principais vítimas da escalada do conflito iniciado em fevereiro de 2022.


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