Em meio à especulação de que Michelle Bolsonaro pode abandonar a disputa por uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, o PL local tratou de abafar o rumor. A deputada federal Bia Kicis, presidente do partido no DF, afirmou nesta quinta, 2, que não existe qualquer discussão interna sobre um possível substituto para a ex-primeira-dama na chapa, segundo informação publicada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
“Eu tenho a expectativa firme de que Michelle será candidata. Nós duas concorreremos. Não dá nem para cogitar outro nome”, disse Kicis, reforçando a aposta do partido na dobradinha das duas ao Senado. A fala contrasta com o clima de bastidores dos últimos dias, marcado por relatos de aliados de que a ex-primeira-dama estaria “esgotada” após a crise pública com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República.
Apesar do discurso público de unidade sustentado pela cúpula do partido no DF, o jornal Valor Econômico apontou o senador Izalci Lucas (PL-DF) como um nome que poderia ser acionado para tentar a reeleição caso Michelle confirme a desistência. A movimentação reservada, segundo o jornal, indica que nem todos no partido descartam a hipótese, mesmo com o desmentido oficial de Kicis.
O imbróglio ganhou força depois que Michelle deixou a presidência do PL Mulher na última terça, 30, decisão anunciada como parte de um movimento para se dedicar aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, e da filha do casal. Na nota em que anunciou a saída, porém, ela não fez qualquer menção ao futuro da candidatura ao Senado, o que alimentou ainda mais as especulações sobre uma possível retirada da corrida eleitoral.
A definição final deve sair apenas dentro do prazo oficial das convenções partidárias, previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, até lá, o nome de Michelle segue oficialmente mantido na chapa do PL para o Senado pelo Distrito Federal.


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