A Federação Internacional de Futebol (Fifa) decidiu suspender a aplicação da punição automática ao atacante Folarin Balogun, permitindo que o jogador dos Estados Unidos atue nas oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica, nesta segunda, 6. A decisão foi anunciada após o atleta ser expulso na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e ocorre em meio à informação de que o presidente dos EUA, Donald Trump, telefonou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo a revisão do caso.
Balogun, de 25 anos, marcou um dos gols da partida contra os bósnios, mas recebeu cartão vermelho após revisão do VAR por uma entrada no tornozelo de Tarik Muharemovic. O técnico norte-americano, Mauricio Pochettino, contestou a expulsão, alegando que o lance não justificava a punição máxima. Em comunicado, a Fifa informou que a suspensão de um jogo ficará em período probatório de um ano, conforme previsto no artigo 27 do Código Disciplinar. Caso o atacante cometa infração semelhante nesse período, a sanção será aplicada, além de eventual nova punição.
O presidente Donald Trump comemorou a decisão nas redes sociais, afirmando que a entidade corrigiu uma injustiça. A Federação de Futebol dos Estados Unidos também recebeu a medida de forma positiva e confirmou que Balogun estará disponível para a partida. Os jogadores da seleção norte-americana disseram ter descoberto a novidade pelas redes sociais enquanto seguiam para o treinamento, e o atacante Christian Pulisic classificou a notícia como uma excelente surpresa.
Do outro lado, a Federação Belga de Futebol afirmou ter sido surpreendida com a decisão e estuda as medidas cabíveis. A entidade argumenta que o regulamento da Copa do Mundo determina suspensão automática para jogadores expulsos por cartão vermelho direto, sustentando que a decisão da Fifa contraria as regras do torneio. Até o momento, a Fifa não comentou oficialmente as informações sobre o telefonema entre Trump e Infantino.
O episódio reacende debates sobre decisões disciplinares em grandes competições. A própria Fifa já adotou medidas semelhantes em outras ocasiões, como no caso de Cristiano Ronaldo, que teve parte de uma suspensão anterior colocada em período probatório antes da Copa. Um dos precedentes mais conhecidos ocorreu em 1962, quando Garrincha foi autorizado a disputar a final do Mundial após ter sido expulso na semifinal, contribuindo para a conquista do bicampeonato da seleção brasileira.


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