O presidente da China, Xi Jinping, deve pressionar Donald Trump a interromper as vendas de armas dos Estados Unidos a Taiwan durante a visita de Estado que fará a Washington nesta semana. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, Pequim pretende usar como argumento um comunicado bilateral de 1982, no qual Washington declarou intenção de reduzir gradualmente esse tipo de fornecimento.
Xi chega à capital norte-americana na quarta, 23, e terá reunião formal com Trump na quinta, 24. A questão de Taiwan é considerada por Pequim um dos temas mais sensíveis da relação entre os dois países. O governo chinês reivindica a ilha como parte de seu território, enquanto Taiwan mantém governo próprio e rejeita a soberania de Pequim.
O comunicado conjunto de 1982 afirma que os Estados Unidos não pretendiam manter indefinidamente uma política de venda de armas a Taiwan e que buscariam reduzir gradualmente os fornecimentos. Na época, porém, o então presidente Ronald Reagan condicionou essa redução à continuidade de uma solução pacífica para as divergências entre China e Taiwan.
A discussão ocorre enquanto Trump ainda avalia um novo pacote de armamentos para Taiwan estimado em cerca de US$ 14 bilhões. Em dezembro, o governo norte-americano aprovou outro pacote, de aproximadamente US$ 11 bilhões. Pequim também quer que Washington suspenda entregas de equipamentos já adquiridos por Taipei.
Os Estados Unidos mantêm relações diplomáticas formais com Pequim, mas seguem obrigados pela legislação norte-americana a fornecer meios para que Taiwan possa se defender. Nesta semana, Washington também reafirmou, ao lado de Japão e Coreia do Sul, a importância da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan, enquanto o governo taiwanês declarou que continuará reforçando sua capacidade de defesa.


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