Tráfego de navios de carga cai para um dígito no Estreito de Hormuz

O número de navios de carga que atravessam o Estreito de Hormuz caiu para apenas dois em um único dia nesta semana, segundo dados preliminares de rastreamento marítimo. A redução ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio e representa uma queda acentuada em relação ao fluxo registrado antes do atual conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Na segunda, 21, apenas dois navios comerciais de grande porte foram identificados cruzando o estreito, contra 10 no dia anterior. Antes da intensificação do conflito, iniciada em fevereiro, cerca de 125 embarcações desse tipo passavam diariamente pela rota, considerada uma das mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, gás e outras mercadorias.

A queda no tráfego também foi observada nos dias anteriores. No fim de semana, apenas 17 navios de commodities atravessaram Hormuz, ante 37 na semana anterior. Especialistas alertam, porém, que parte das embarcações pode estar navegando com os transponders desligados, o que dificulta o rastreamento e pode fazer com que o número real seja maior.

A insegurança na região aumentou após ataques contra navios comerciais e instalações de transporte de petróleo. Dois petroleiros foram atingidos recentemente no estreito, enquanto um ataque ao oleoduto East-West, na Arábia Saudita, obrigou o país a ampliar novamente as exportações por Hormuz, apesar dos riscos.

O estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra parcela significativa do comércio mundial de energia. A redução do tráfego tem elevado custos de frete e seguros e aumentado a preocupação com possíveis impactos sobre o preço do petróleo e sobre as cadeias globais de abastecimento.

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