China e Estados Unidos concordaram em ampliar o diálogo sobre inteligência artificial e avançar em medidas para reduzir tarifas comerciais, após uma série de negociações realizadas nos últimos dias entre autoridades dos dois países. O entendimento reforça uma tentativa de diminuir as tensões entre as duas maiores economias do mundo e manter canais de comunicação em áreas consideradas estratégicas.
No campo da inteligência artificial, Washington e Pequim decidiram estabelecer um mecanismo permanente de diálogo para discutir riscos, benefícios e possíveis incidentes envolvendo a tecnologia. As conversas devem incluir temas como segurança, uso militar, ataques cibernéticos e responsabilidade das empresas responsáveis pelo desenvolvimento dos sistemas.
A iniciativa começou a ser estruturada durante encontros entre o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Os dois lados também discutiram comércio, minerais críticos e a continuidade da trégua tarifária firmada anteriormente entre os governos.
Na área comercial, as negociações envolvem reduções recíprocas de tarifas sobre produtos considerados não estratégicos e a possibilidade de ampliar compras chinesas de mercadorias norte-americanas. Apesar dos avanços, temas mais sensíveis, como controles sobre semicondutores avançados, terras raras e restrições a empresas chinesas, continuam sem solução definitiva.
Os entendimentos também foram tratados no encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Washington. Os dois governos sinalizaram interesse em manter a cooperação em inteligência artificial e preservar a estabilidade das relações econômicas, embora a disputa tecnológica e comercial entre as duas potências continue sendo um dos principais focos de tensão internacional.


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