O 1º turno das eleições gerais de 2026, deste domingo, 4, teve 33,4 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 21,08% do eleitorado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitorado apto somava 158,7 milhões, dos quais 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que pretende trabalhar para reduzir a abstenção no 2º turno. “Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, declarou.
Na comparação com outras votações, o índice de 2026 ficou acima do de 2022, quando a abstenção no 1º turno foi de 20,9%, ou 32,7 milhões de pessoas. Entre as eleições gerais, só foi inferior ao de 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu. Nas eleições municipais de 2024, 33,7 milhões de eleitores deixaram de votar no 1º turno, o que correspondeu a 21,68% do total.
Quem faltou ao 1º turno pode votar no 2º turno, marcado para 25 de outubro, das 8h às 17h, no horário de Brasília, desde que esteja com o título regular. Isso ocorre porque o TSE considera cada turno uma eleição independente.
A falta ao 1º turno continua exigindo regularização quando a ausência não tiver sido justificada pelo e-Título, ainda que o eleitor compareça à 2ª votação. A multa é de R$ 3,51 por turno; se a pessoa não votar em nenhum dos dois, terá de apresentar duas justificativas e pagar uma multa para cada ausência.
O eleitor tem até 3 de dezembro de 2026 para justificar a ausência do 1º turno. A solicitação pode ser feita pelo autoatendimento eleitoral do TSE ou em um cartório eleitoral. Em qualquer das opções, é preciso apresentar documento que comprove o motivo da ausência, como atestado médico ou bilhete aéreo.


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