A balança comercial brasileira fechou setembro com superávit de US$ 7,74 bilhões, resultado da diferença entre US$ 34,42 bilhões em exportações e US$ 26,68 bilhões em importações. O saldo foi 146,4% maior que o registrado no mesmo mês de 2025, quando o país teve resultado positivo de US$ 3,14 bilhões.
O desempenho foi puxado pelo crescimento de 12,9% das exportações, enquanto as importações recuaram 2,4%. A indústria extrativa apresentou a maior expansão entre os setores exportadores, com alta de 39,8%, seguida pela indústria de transformação, que avançou 5,3%, e pela agropecuária, com crescimento de 4,8%.
Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das vendas externas estão petróleo bruto, minério de cobre, farelo de soja, combustíveis, soja e café. A União Europeia também teve papel importante no resultado, com aumento de 60,1% nas compras de produtos brasileiros em setembro.
No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 284,65 bilhões e importou US$ 222,26 bilhões, gerando superávit de US$ 62,40 bilhões. Esse saldo é 34,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Apesar do resultado positivo, o governo reduziu a projeção para o saldo comercial de 2026, de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. A revisão foi atribuída principalmente à queda dos preços internacionais do petróleo e a mudanças nas perspectivas para exportações e importações até o fim do ano.


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