O volume do setor de serviços recuou 0,1% em agosto ante julho, conforme a Pesquisa Mensal de Serviços, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta, 14. O resultado veio depois da estabilidade de julho; em junho, a atividade havia avançado 0,1%.
Entre as cinco áreas acompanhadas, somente os serviços prestados às famílias tiveram alta mensal, de 2,1%. Alojamento e alimentação avançaram 2,6%, enquanto informação e comunicação não variou; outros serviços caíram 1%, e transportes e serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,2% cada. No recorte de transportes, as taxas foram positivas para as modalidades aérea, com 5,8%, e aquaviária, com 1,3%.
Separado dos cinco segmentos da pesquisa, o índice de atividades turísticas avançou 2,5% entre julho e agosto e registrou seu 2º resultado positivo consecutivo. No mesmo intervalo, a receita nominal do setor aumentou 0,2%, apesar da retração do volume.
Na comparação anual, o volume avançou 0,6% em agosto, mantendo 29 resultados positivos consecutivos nessa comparação. Entre janeiro e agosto, o crescimento acumulado foi de 1,7%, enquanto a variação em 12 meses chegou a 2,2%. No trimestre terminado em agosto, a média móvel trimestral ficou estável em relação aos três meses anteriores.
Em relação a agosto de 2025, informação e comunicação avançou 4,3%; os serviços prestados às famílias cresceram 4,4%; e os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 1,7%. As atividades de transporte, de apoio ao transporte e de correio recuaram 2,8% nessa comparação; outros serviços caíram 2,5%. A receita nominal aumentou 6,1% ante agosto de 2025, 7,4% de janeiro a agosto e 7,5% em 12 meses.
O setor ficou 19,9% acima do nível de fevereiro de 2020, usado como referência pré-pandemia, mas 0,3% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em outubro de 2025. O levantamento considera a receita bruta de serviços de companhias formais com ao menos 20 trabalhadores; saúde e educação não entram na cobertura.
André Valério, economista sênior do Inter, afirmou: “Esperamos que a economia encerre 2026 com crescimento acumulado de 1,7%, o que permitirá o Copom a cortar a Selic nas próximas duas reuniões, levando a taxa para 13,25%”. Ele também afirmou: “Para 2027, no entanto, os movimentos na Selic dependerão do ajuste fiscal a ser implementado pelo próximo governo”.


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