O pastor e ativista Jesse Jackson morreu nesta última segunda, 16, cercado pela família, segundo comunicado oficial. Referência histórica na luta por justiça racial e igualdade social nos Estados Unidos, ele dedicou mais de cinco décadas à defesa dos direitos humanos e à mobilização política de minorias.
Reconhecido mundialmente por seu papel no movimento pelos direitos civis, Jackson foi um dos principais aliados de Martin Luther King Jr. e estava ao lado do líder em Memphis, em 1968, quando ele foi assassinado. Nascido em um país ainda sob a segregação racial, transformou-se em uma das vozes mais influentes contra o racismo estrutural e pela inclusão política da população negra.
Sua projeção nacional ganhou força com as campanhas para a indicação presidencial pelo Partido Democrata em 1984 e 1988, quando ampliou a base eleitoral progressista e levou ao centro do debate temas como desigualdade social, representação política e participação de eleitores negros. Mesmo após anunciar, em 2017, que lutava contra a doença de Parkinson, continuou a se manifestar publicamente, inclusive durante os protestos do Black Lives Matter.
A trajetória do líder também teve momentos de controvérsia, como declarações consideradas antissemitas na década de 1980 e o apoio ao cantor Michael Jackson durante o julgamento por abuso sexual em 2005. Ainda assim, sua atuação política e social manteve forte influência na vida pública norte-americana.
Na nota de despedida, a família destacou que o religioso “deu voz aos que não tinham voz” e inspirou milhões a continuar a luta por igualdade e dignidade. O legado de Jesse Jackson permanece associado à ampliação da participação política das minorias e à construção de um movimento global por direitos civis.


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