Ataques do Irã atingem aliados dos EUA no Golfo, refinaria saudita é fechada e base britânica no Chipre é alvo de drone

A ofensiva do Irã contra aliados de Washington no Oriente Médio ganhou intensidade com uma nova onda de mísseis e drones que atingiu áreas estratégicas no Golfo Pérsico e avançou pela primeira vez sobre um alvo europeu. Explosões foram registradas no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, ampliando o alcance geográfico do conflito e a preocupação com o abastecimento global de energia.

No Kuwait, uma densa coluna de fumaça preta foi vista nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos, onde equipes de emergência, ambulâncias e um forte esquema de segurança foram mobilizados após as detonações. Já em Dubai e Samha, nos Emirados, além de Doha, capital do Catar, moradores relataram fortes explosões durante a madrugada.

A infraestrutura petrolífera voltou a ser um dos principais alvos. A Arábia Saudita anunciou o fechamento de sua maior refinaria depois que um ataque com drones provocou um incêndio na instalação. Outras unidades ligadas à produção e ao processamento de petróleo também foram atingidas, elevando o temor de novas interrupções na oferta global da commodity.

O conflito ultrapassou as fronteiras do Oriente Médio e alcançou a Europa. Pela primeira vez desde o início da escalada militar, um drone atingiu a base aérea britânica de Akrotiri, localizada em Chipre. O Reino Unido e o governo cipriota informaram que os danos foram limitados e não houve vítimas.

A ampliação dos alvos reforça a avaliação de analistas de que a estratégia iraniana busca pressionar diretamente a rede de aliados militares e energéticos dos Estados Unidos, elevando o custo econômico e político da guerra e aumentando o risco de uma crise de abastecimento com efeitos em escala global.

 

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