Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após audiência de custódia em São Paulo

A Justiça Federal em São Paulo decidiu manter, nesta última quarta, 4, a prisão do banqueiro e empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, após audiência de custódia realizada poucas horas depois de sua detenção pela Polícia Federal. O magistrado determinou que o investigado seja encaminhado ao sistema prisional estadual, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações.

Vorcaro havia sido preso pela manhã e conduzido inicialmente à sede da Polícia Federal na capital paulista. No início da tarde, ele e seu cunhado, Fabiano Zettel, também alvo da operação, foram levados à Justiça Federal para a realização da audiência destinada a avaliar a legalidade da prisão e a necessidade de sua manutenção.

Durante o procedimento, o juiz analisou as circunstâncias da detenção e verificou se houve qualquer indício de abuso, tortura ou maus-tratos, etapa padrão nesse tipo de audiência. Ao final da análise, a decisão foi pela manutenção da prisão preventiva dos dois investigados.

Após a audiência, encerrada por volta das 16h, ambos foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. A remoção ao sistema prisional estadual ocorreu por determinação do Supremo Tribunal Federal, após solicitação da Polícia Federal.

Segundo a corporação, a superintendência da PF em São Paulo não possui estrutura adequada para a custódia prolongada de detentos, funcionando apenas como unidade de passagem para presos recém-capturados antes da transferência ao sistema penitenciário.

A prisão de Vorcaro e de Zettel ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, ameaças, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos, além de um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a comercialização de títulos de crédito falsos.

De acordo com os investigadores, as irregularidades teriam provocado um prejuízo estimado em até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos. A nova ordem de prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do empresário, apreendido em fases anteriores da investigação, nas quais ele supostamente ameaça jornalistas e outras pessoas consideradas contrárias aos seus interesses. Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que ele sempre colaborou com as autoridades e negou qualquer tentativa de intimidação, destacando confiança no devido processo legal.

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