Em seu primeiro pronunciamento como ministro da Fazenda, Dario Durigan afirmou que o governo federal prepara medidas alternativas para tentar conter a alta do preço do diesel no Brasil, caso os estados não aceitem a proposta de zerar o ICMS sobre a importação do combustível. A preocupação do governo é evitar que o aumento do diesel provoque efeitos em cadeia na economia, como alta no preço dos alimentos, do transporte e da inflação.
A proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda prevê a isenção do ICMS sobre o diesel importado até o fim de maio. Para convencer os estados, a União se comprometeu a compensar metade da perda de arrecadação, o que representa um custo estimado de cerca de R$ 3 bilhões por mês para o governo federal. Até agora, apenas o governo do Piauí respondeu oficialmente, concordando com a proposta, enquanto os demais estados ainda avaliam a medida.
Segundo o ministro, o governo não pretende ficar parado diante dos impactos econômicos provocados pela guerra no Oriente Médio, que tem pressionado o preço internacional do petróleo e, consequentemente, o valor dos combustíveis no Brasil. Caso a proposta do ICMS não avance, outras ações poderão ser adotadas, como reforço na fiscalização do setor, ajustes na tabela de frete e manutenção da desoneração de tributos federais, como PIS e Cofins, que incidem sobre o diesel.
O ministro também afirmou que o governo monitora a situação dos caminhoneiros, já que o aumento do diesel costuma gerar pressão da categoria e risco de paralisações, o que pode afetar o abastecimento e a economia. De acordo com ele, após o anúncio das primeiras medidas, houve uma redução inicial da tensão entre o governo e os transportadores.


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