A escalada militar no Oriente Médio ganhou um novo capítulo após um petroleiro ser atacado por drones e incendiado próximo a Dubai, em uma ação atribuída ao Irã que aumentou a tensão internacional e reacendeu o alerta sobre o risco de interrupção no fornecimento global de petróleo. O episódio ocorre em meio a ameaças diretas dos Estados Unidos e tentativas diplomáticas de evitar um conflito de maiores proporções na região.
Autoridades de Dubai informaram que o incêndio no petroleiro Al-Salmi, de bandeira do Kuwait, foi controlado após o ataque e que não houve vazamento de óleo nem feridos entre a tripulação. A embarcação pertence à Kuwait Petroleum Corporation, que confirmou danos no casco do navio após a ofensiva com drones em alto-mar.
O ataque ocorreu no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. A ação acontece após ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país poderia atingir a infraestrutura energética do Irã caso Teerã não aceite um acordo de paz e não garanta a abertura da rota marítima.
Dados de monitoramento marítimo indicam que o navio transportava cerca de 2 milhões de barris de petróleo, incluindo carga da Arábia Saudita e do Kuwait, com destino à cidade de Qingdao, na China. Informações de navegação apontam ainda que o petroleiro pode não ter sido o alvo principal, já que a Guarda Revolucionária iraniana declarou que pretendia atingir um navio de contêineres com ligações com Israel que estava ancorado próximo.
O conflito regional, que já dura cerca de um mês, tem provocado mortes, afetado o fornecimento de energia e aumentado o temor de impacto na economia mundial. Após o ataque, o preço do petróleo registrou alta momentânea no mercado internacional, refletindo o risco de interrupção no fluxo de energia em uma região responsável por cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo através do Estreito de Ormuz.
Diante da escalada militar, o Paquistão tenta atuar como mediador do conflito, enquanto a China, principal compradora de petróleo iraniano, voltou a pedir o fim das operações militares. O governo iraniano afirmou ter recebido propostas de paz dos Estados Unidos por intermediários, mas classificou as condições apresentadas como inviáveis, mantendo o impasse diplomático e o clima de instabilidade na região.


Be the first to comment