China e Rússia articulam cessar-fogo no Oriente Médio e ação conjunta no Conselho de Segurança da ONU
A China afirmou neste domingo, 5, que está disposta a continuar cooperando com a Rússia no Conselho de Segurança da ONU para tentar reduzir as tensões no Oriente Médio, especialmente em relação aos conflitos que afetam a navegação no Estreito de Ormuz. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, durante uma ligação telefônica com o chanceler russo, Sergei Lavrov, às vésperas de uma votação na ONU sobre a segurança da rota marítima.
Segundo Wang, a solução fundamental para a crise na região passa por um cessar-fogo o mais rápido possível, defendendo que os conflitos sejam resolvidos por meio de diálogo e negociação política. O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás, e tem sido diretamente afetado pela escalada militar no Oriente Médio.
A conversa entre os ministros ocorreu antes da votação prevista para a próxima semana no Conselho de Segurança da ONU sobre uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação comercial na região. China e Rússia, como membros permanentes do conselho, têm poder de veto e influência direta sobre decisões relacionadas à segurança internacional.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, os dois países discutiram formas de alcançar rapidamente um cessar-fogo e iniciar um processo de diálogo político e diplomático. Moscou também destacou que há alinhamento entre Rússia e China em grande parte dos temas da agenda global, incluindo a situação envolvendo o Irã e os recentes conflitos na região.
A China tem defendido repetidamente a interrupção dos combates no Golfo Pérsico e no Oriente Médio. Os confrontos já duram mais de um mês e provocaram o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, gerando preocupação mundial devido ao impacto no transporte internacional de petróleo e gás.


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