O fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz caiu para menos de 10% do volume normal nesta quinta, 9, mesmo após o anúncio de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A situação mantém sob pressão o fornecimento mundial de petróleo, enquanto autoridades iranianas reforçam o controle da navegação na região.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, centenas de petroleiros e navios comerciais permanecem parados no Golfo Pérsico, provocando a maior interrupção de abastecimento da história recente. Estimativas indicam que cerca de 20% do fornecimento global de petróleo foi afetado pelo bloqueio das rotas marítimas.
Com a crise, diferentes tipos de petróleo registraram novos recordes de preço nos mercados internacionais. A expectativa de normalização ainda é incerta, apesar de autoridades do setor energético defenderem que o estreito seja reaberto sem restrições.
Dados de monitoramento marítimo mostram que apenas sete navios cruzaram o estreito nas últimas 24 horas, número muito inferior à média habitual de cerca de 140 embarcações por dia. Entre eles estavam um navio-tanque de produtos petrolíferos e seis navios graneleiros.
Segundo orientações da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, embarcações estão sendo direcionadas a navegar próximas às águas territoriais iranianas ao redor da ilha de Larak, como forma de reduzir riscos de minas navais nas rotas tradicionais da região.


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