As Forças Armadas do Irã ameaçaram retaliar portos estratégicos no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso a segurança de suas instalações seja comprometida. A declaração ocorre em meio à escalada de tensões após os Estados Unidos anunciarem medidas para restringir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
O impasse se intensificou depois do fracasso das negociações de paz realizadas em Islamabad no último fim de semana. Na sequência, o presidente Donald Trump afirmou que pretende bloquear a passagem de navios na saída do estreito, ponto vital para o comércio global de energia.
Em comunicado oficial, o Comando Central dos Estados Unidos informou que o bloqueio seria aplicado de forma ampla, atingindo embarcações de diferentes nacionalidades que operam em portos iranianos, tanto no Golfo Pérsico quanto no Golfo de Omã.
No cenário diplomático, a crise também avançou no Conselho de Segurança da ONU, onde Rússia e China vetaram uma resolução apresentada pelo Bahrein que autorizaria o uso da força para reabrir a via marítima.
A instabilidade já impacta o mercado global: o barril do petróleo tipo Brent voltou a atingir a marca de US$ 100, com alta de cerca de 5,5%. Antes do conflito, aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo circulavam diariamente pelo Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás.


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