Trump diz que memorando com o Irã já foi assinado e cobranças por transparência aumentam

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda, 15, que o memorando de entendimento para encerrar a guerra no Golfo já foi assinado pelos Estados Unidos e pelo Irã, declaração que imediatamente gerou pedidos de divulgação do texto por parte de opositores. Ao chegar à França para a cúpula do G7, o grupo das maiores economias do mundo, Trump celebrou o avanço para a reabertura do Estreito de Ormuz, via que ficou sob bloqueio por três meses e provocou impactos na economia global.

Segundo o presidente americano, o acordo já está fechado e o estreito já começa a ser parcialmente reaberto. A cerimônia oficial de assinatura, no entanto, está prevista apenas para sexta-feira, em Genebra, a cerca de uma hora de carro do local da cúpula do G7, em Evian-les-Bains, nos Alpes franceses. Questionado sobre quando o conteúdo do memorando seria tornado público, Trump disse acreditar que isso deve ocorrer em breve, possivelmente após a assinatura de sexta-feira.

A demanda por transparência partiu do líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, que pediu a Trump a divulgação dos detalhes do acordo e a apresentação de informações ao Congresso. Schumer questionou se as tropas americanas continuarão expostas a riscos e qual seria, de fato, o resultado obtido pelos EUA com o conflito.

A fragilidade do entendimento ficou evidente já nas primeiras horas: Israel, que entrou na guerra ao lado dos Estados Unidos em fevereiro e não foi consultado sobre as negociações de encerramento, atingiu um veículo com um drone no sul do Líbano, região onde mantém confrontos com o Hezbollah, grupo aliado ao Irã. Enquanto o Irã sustenta que o acordo prevê a cessação total das hostilidades na região, Israel argumenta que preserva o direito de agir militarmente quando necessário. Um funcionário americano esclareceu que a retirada israelense do Líbano não é uma condição do pacto, afirmando que, caso o Irã não consiga conter o Hezbollah e ataques contra posições ou cidades israelenses ocorram, Israel terá direito de resposta, o que descarta, segundo ele em um cessar-fogo unilateral.

No mercado, a perspectiva de fim da interrupção no fornecimento global de energia provocou queda acentuada nos preços do petróleo, enquanto as bolsas de valores registraram forte alta, com alguns índices atingindo novos recordes.

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