O Ministério da Saúde reforçou, nesta quarta, 7, o alerta de monitoramento do risco de sarampo no Brasil, diante do avanço da doença nos Estados Unidos e em outros países do continente americano. Até 5 de outubro, o país havia registrado 52 casos importados. São Paulo concentrava 41 deles, enquanto o Amazonas tinha 10 e o Rio de Janeiro, um.
Segundo a pasta, os Estados Unidos alcançaram o maior total anual de casos em mais de 35 anos; entre os infectados, mais de 90% não estavam vacinados ou tinham situação vacinal desconhecida. Mesmo com os registros importados, o país segue sem circulação endêmica do sarampo, segundo o ministério.
Para conter a transmissão, as equipes de saúde realizam busca ativa, investigação epidemiológica, acompanhamento de contatos e vacinação de bloqueio, informou o ministério. Nas áreas afetadas, a imunização foi reforçada em locais públicos e de grande circulação.
A vacinação é a principal forma de prevenção e pode ser obtida gratuitamente na rede do Sistema Único de Saúde. Quem estiver com alguma dose atrasada deve procurar uma unidade para atualizar a caderneta, seguindo as orientações do Programa Nacional de Imunizações. Na rotina, pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação para receber a vacina contra o sarampo, conforme a idade e a situação vacinal. Adolescentes e adultos sem vacinação ou com esquema incompleto devem começar ou concluir o esquema vacinal conforme a situação encontrada e as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.
A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola; a tetraviral acrescenta proteção contra varicela. Durante a gestação, a tríplice viral é contraindicada; gestantes sem vacinação ou com esquema incompleto devem receber a dose no puerpério. Em locais com surto, a vacinação de crianças de seis meses a menos de um ano pode ser indicada, mas a decisão depende de avaliação conjunta das três esferas de gestão.
No Distrito Federal, a vacinação ocorre nas salas das Unidades Básicas de Saúde, respeitando as faixas etárias e os grupos prioritários de cada vacina. A ausência da caderneta não impede a aplicação; a orientação é apresentar documento de identificação e cartão de vacina, se disponíveis. Na rotina, a Secretaria de Saúde do DF informa que a primeira dose da tríplice viral é aplicada aos 12 meses e a segunda, aos 15 meses. As fontes consultadas não informam se há caso confirmado ou surto ativo de sarampo no DF.
Os sinais mais comuns incluem manchas vermelhas que começam na cabeça e avançam até os pés, febre alta, tosse, coriza e conjuntivite. Pessoas com esses sintomas devem procurar um serviço de saúde. Altamente contagioso, o sarampo passa de uma pessoa para outra pelo ar, quando alguém tosse, espirra, fala ou respira; a transmissão pode ocorrer dos seis dias anteriores aos quatro dias posteriores ao surgimento das manchas. A doença pode causar pneumonia, otite, encefalite e morte.
Em 2025, a cobertura nacional da primeira dose da tríplice viral foi de 93,10%; São Paulo registrou 94,39%, e o Amazonas, 89,54%. Ao longo de 2026, houve quatro mobilizações de vacinação contra o sarampo. Em São Paulo, foram aplicadas mais de 3,8 milhões de doses; no Amazonas, o total ficou em cerca de 192 mil.


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