Durigan diz que medidas anunciadas após o 1º turno cabem no limite fiscal

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou neste domingo, 25, que as medidas anunciadas pelo governo desde o 1º turno das eleições não ampliam o limite de gastos e respeitam as regras fiscais. Entre as ações citadas estão subsídios aos combustíveis, o reajuste do Bolsa Família e o fim das apostas esportivas online.

Segundo Durigan, o governo trabalha dentro do limite já previsto para as despesas e mantém a expectativa de superávit em 2027. A proposta orçamentária enviada ao Congresso prevê resultado primário positivo de R$ 18,6 bilhões no próximo ano, antes dos ajustes permitidos pelo regime fiscal.

O ministro também comentou propostas apresentadas durante a campanha, como o Pé-de-Meia Universitário e o Pix MEI. De acordo com ele, ainda não há estimativa fechada do impacto dessas iniciativas, que dependerão do espaço disponível no orçamento e não estão prontas para implementação.

Nos últimos meses, o governo adotou medidas para conter a alta dos combustíveis, reajustou o Bolsa Família pela inflação e anunciou mudanças voltadas a microempreendedores. Parte dessas ações ocorreu em meio à campanha eleitoral e aumentou o debate sobre os efeitos das decisões nas contas públicas.

Durigan reconheceu que o ajuste fiscal ainda precisa avançar, mas afirmou que a situação das contas públicas melhorou nos últimos anos. A declaração foi feita após o ministro votar em São Paulo, neste domingo, durante o 2º turno da eleição presidencial.

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