Na última sexta, 30, Luyara Franco, filha da vereadora Marielle Franco, denunciou nas redes sociais uma ofensa racista dirigida à mãe, assassinada em 2018, em um grupo de WhatsApp com integrantes da PUC-Rio. A universidade afirmou em nota que apura o caso.

Segundo a postagem, um aluno da universidade teria usado o termo “macaca” e questionado como Marielle teria pago a própria faculdade. Não há identificação do aluno nem do grupo nas reportagens consultadas, e o conteúdo das mensagens não foi verificado de forma independente, pois consta apenas da postagem.

Em nota, a PUC-Rio informou que recebeu as denúncias pela ouvidoria e pelo canal externo da instituição. A universidade disse rechaçar qualquer ato discriminatório, inclusive racismo e injúria racial, e informou ter aberto investigação interna para apurar o ocorrido e tomar as providências administrativas e legais cabíveis.

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Na postagem, Luyara afirmou: “Mais uma vez, atacam a memória da minha mãe com o ódio e o racismo. Dói, revolta, mas não vai nos silenciar.” Ela também cobrou respeito, apuração e posicionamento da universidade sobre o caso.

Antes, no dia 13, apoiadores do então presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) fizeram ofensas à memória de Marielle em um ato perto da PUC-Rio, segundo vídeos que circularam nas redes sociais. Em um carro de som, um manifestante disse: “Marielle está com papai do céu”, e acrescentou: “ou no colo do capeta”. Depois do episódio, Luyara e Anielle Franco, irmã da vereadora e deputada federal eleita pelo PT, publicaram vídeos em defesa da memória dela.

Marielle foi assassinada em março de 2018, junto com o motorista Anderson Gomes. Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados em 2024, e outros cinco envolvidos também foram condenados. Marielle também passou pela PUC-Rio, onde cursou sociologia. A Constituição prevê o racismo como crime inafiançável e imprescritível, com pena de reclusão e multa.

As reportagens consultadas não informam se a família registrou boletim de ocorrência ou representação, e não há registro de providência da Polícia Civil ou do Ministério Público sobre a denúncia. Também não há atualização sobre a investigação interna da universidade nem prazo para sua conclusão.