O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado, 31, que o governo norte-americano tenha ajudado Flávio Bolsonaro (PL) a deixar o Brasil após a derrota na eleição presidencial. Segundo Rubio, Washington apenas autorizou a entrada do senador em território americano depois que ele chegou ao país.
A declaração foi dada durante uma coletiva em Atlanta. Rubio afirmou que Flávio já possuía visto e que o presidente Donald Trump decidiu permitir sua entrada nos Estados Unidos, mas negou participação do governo nos preparativos para a viagem ou na logística usada pelo senador para deixar o Brasil.
A versão, porém, difere de relatos publicados por veículos norte-americanos. Reportagens do The New York Times e do Wall Street Journal afirmam que Jason Miller, assessor de Trump e aliado da família Bolsonaro, participou da organização do jato particular utilizado por Flávio. Essas informações apontam atuação de pessoas próximas à Casa Branca, mas não comprovam, por si só, uma operação oficial do governo dos Estados Unidos.
Flávio deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias depois de perder o 2º turno para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, havia uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para entrega de seus passaportes e restrição de saída do país. O senador chegou a Miami no dia seguinte.
A Polícia Federal apura as circunstâncias da viagem e um possível descumprimento da decisão judicial. Nos Estados Unidos, Flávio permanece sob autorização migratória concedida após sua chegada, enquanto a participação de aliados de Trump na logística da viagem continua sendo alvo de versões divergentes.




