O Banco Central decidiu barrar a tentativa do Banco de Brasília (BRB) de adquirir o Banco Master, em uma negociação avaliada em cerca de R$ 2 bilhões. O veto, comunicado na noite desta última quarta, 3, em fato relevante ao mercado, encerra meses de expectativa em torno da operação, que dependia apenas da aprovação regulatória para ser concluída.
A decisão foi informada diretamente ao BRB, que já solicitou acesso ao teor completo do despacho para avaliar os fundamentos da negativa e definir possíveis próximos passos. Em comunicado, a instituição reforçou que a compra do Master era vista como estratégica para ampliar sua atuação no mercado financeiro e gerar valor a clientes e acionistas.
O negócio vinha sendo tratado como prioridade pelo governo do Distrito Federal. Há menos de duas semanas, o governador Ibaneis Rocha sancionou lei autorizando o BRB a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Master, após aprovação da Câmara Legislativa. O projeto havia sido encaminhado à CLDF por determinação judicial.
Apesar do interesse do BRB, a saúde financeira do Master levantava dúvidas no setor. O banco vinha sendo criticado por adotar práticas agressivas de captação, oferecendo até 140% do CDI em seus papéis, muito acima da média de bancos de porte semelhante. Além disso, a ausência de balanços recentes, o fracasso em captar recursos no mercado internacional e a dependência de operações com precatórios reforçaram a desconfiança sobre sua real situação.
O cenário de incertezas ficou ainda mais evidente quando o BTG Pactual chegou a propor apenas R$ 1 pelo controle do Master, condicionado à cobertura das dívidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A falta de consenso entre os bancos que financiam o fundo inviabilizou essa saída, deixando a instituição em situação delicada.
COM INFORMAÇÕES DE AGÊNCIAS


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