Israel retoma ataques em Gaza e mortes aumentam em meio a impasse sobre cessar-fogo

Ataques aéreos de Israel em diferentes pontos da Faixa de Gaza deixaram ao menos 11 palestinos mortos neste domingo, 15, segundo autoridades locais de saúde, em uma nova escalada de tensão após acusações mútuas de violação do cessar-fogo entre o governo israelense e o Hamas.

De acordo com médicos do território, um bombardeio atingiu um acampamento com famílias deslocadas e matou quatro pessoas. Outros ataques deixaram cinco mortos em Khan Younis, no sul, além de uma vítima fatal no norte do enclave. As ofensivas também tiveram como alvo um suposto comandante da Jihad Islâmica, aliado do Hamas, na Cidade de Gaza.

O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, classificou as ações como um “novo massacre” e acusou Israel de violar gravemente a trégua poucos dias antes da reunião do conselho internacional de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já um oficial das Forças de Defesa de Israel afirmou que os ataques foram “precisos” e uma resposta direta a incursões de militantes armados em áreas controladas por tropas israelenses.

O conflito atual teve início após o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos, segundo dados israelenses. Desde então, a ofensiva militar israelense já provocou mais de 72 mil mortes em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde local, tornando este o episódio mais letal da longa disputa entre israelenses e palestinos.

Em meio ao impasse, os Estados Unidos devem apresentar em Washington um plano bilionário de reconstrução para Gaza e discutir a criação de uma força de estabilização com aval da ONU. Enquanto isso, Israel mantém operações para destruir túneis subterrâneos e afirma que poderá intensificar as ações caso o Hamas não aceite se desarmar, uma das cláusulas centrais do acordo de cessar-fogo.

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