Vaticano diz “não” ao conselho de paz proposto por Trump e defende protagonismo da ONU

O Vaticano anunciou que não fará parte do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltada inicialmente para a governança temporária da Faixa de Gaza. A posição foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin, que reforçou que a gestão de crises internacionais deve permanecer sob responsabilidade das Nações Unidas.

O pontífice Leão XIV, convidado para integrar o grupo, optou por não aderir à proposta. Segundo Parolin, a Santa Sé possui uma natureza diplomática distinta da dos demais Estados e, por isso, mantém a defesa de mecanismos multilaterais já consolidados para mediação de conflitos.

O conselho, que realizará sua primeira reunião em Washington nesta quinta-feira (19), foi ampliado por Trump para tratar de crises globais, embora tenha surgido no contexto do plano de reconstrução de Gaza após o cessar-fogo firmado em outubro. Itália e União Europeia informaram que devem participar apenas como observadores.

A iniciativa enfrenta críticas de especialistas em direitos humanos e analistas internacionais, que apontam o risco de enfraquecimento do papel da ONU e questionam a ausência de representantes palestinos na estrutura. Parte da comunidade acadêmica compara o formato a modelos de administração externa com características coloniais.

O cenário ocorre em meio à fragilidade da trégua no território palestino, marcada por sucessivas violações e alto número de vítimas desde o início da ofensiva israelense após os ataques do Hamas em 2023. Enquanto Israel afirma agir em legítima defesa, investigações e especialistas internacionais apontam graves impactos humanitários, ampliando a pressão diplomática por uma solução multilateral para o conflito.

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