O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda, 9, que o conflito no Oriente Médio pode estar próximo do fim, apesar de novos sinais de endurecimento por parte da liderança iraniana. A ascensão de Mojtaba Khamenei, apontado por setores conservadores do regime como novo líder supremo, tem sido acompanhada por demonstrações públicas de apoio no país e por declarações de enfrentamento militar contra Washington.
As declarações contraditórias sobre o rumo da guerra provocaram forte volatilidade nos mercados internacionais. O preço do petróleo subiu rapidamente enquanto bolsas de valores registraram quedas significativas, movimento parcialmente revertido após comentários de Trump sugerindo um desfecho próximo para o conflito e diante de rumores sobre possível flexibilização das sanções ao setor energético russo.
Aos 56 anos, Mojtaba Khamenei, clérigo xiita com influência consolidada entre setores da segurança e em redes econômicas ligadas ao regime, foi classificado como “inaceitável” por Trump. O presidente norte-americano reiterou que os Estados Unidos exigem a rendição incondicional do Irã e criticou a escolha do novo líder pela elite política de Teerã.
Em entrevista à emissora NBC News, Trump afirmou que os dirigentes iranianos cometeram um “grande erro” ao promover Mojtaba ao comando do país, mas indicou que o conflito pode terminar antes mesmo do prazo de quatro a cinco semanas mencionado anteriormente. “Acho que a guerra está praticamente encerrada”, declarou também em entrevista à CBS News.
Apesar do tom otimista, o presidente descreveu a operação militar a parlamentares republicanos como uma “incursão de curto prazo”, ressaltando que as ações continuarão até que o Irã seja “total e decisivamente derrotado”. Segundo ele, os Estados Unidos já alcançaram avanços importantes no campo militar, embora o resultado final ainda não esteja garantido.
Enquanto isso, a mídia estatal iraniana exibiu grandes manifestações de apoio ao novo líder em diversas cidades do país. Multidões agitaram bandeiras nacionais e exibiram retratos de Ali Khamenei, morto em um ataque israelense no início da guerra. Em Isfahan, explosões foram registradas nas proximidades da histórica Praça do Imã, enquanto apoiadores gritavam slogans religiosos. Em meio à escalada, as Forças Armadas iranianas anunciaram que pretendem ampliar os ataques com mísseis contra seus adversários.


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