O Banco de Brasília (BRB) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar assegurar a recuperação de eventuais prejuízos ligados ao chamado caso Master, solicitando a reserva de valores que possam ser recuperados ao longo das investigações em curso. A iniciativa ocorre em meio ao avanço de tratativas de colaboração premiada envolvendo autoridades e investigados.
O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do processo, e tem como pano de fundo a negociação de um acordo entre a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e o banqueiro Daniel Vorcaro, que pode resultar na recuperação de ativos financeiros relacionados ao caso.
Embora o conteúdo da ação esteja sob sigilo judicial, o Banco de Brasília informou, em comunicado divulgado nesta quinta, 2, que protocolou uma petição incidental com pedido de tutela cautelar. O objetivo, segundo a instituição, é preservar o direito de recomposição integral de possíveis danos financeiros.
De acordo com o banco, a medida busca garantir a eventual reserva, segregação e vinculação de bens, ativos, créditos e fluxos financeiros que venham a ser identificados, bloqueados ou recuperados durante as investigações, incluindo aqueles oriundos de acordos de delação premiada.
O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal e permanece em segredo de Justiça, enquanto autoridades avançam na apuração dos fatos e na possível formalização de acordos que possam impactar diretamente o ressarcimento de valores.


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