Estados Unidos e Irã avaliam nesta segunda, 6, os termos de um possível acordo para encerrar o conflito que já se estende por cinco semanas, em meio à escalada de tensão provocada pelo ultimato do presidente Donald Trump e pela recusa iraniana em reabrir rapidamente o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento mundial de petróleo e gás.
O governo americano pressiona por um entendimento imediato que permita a retomada do tráfego marítimo na região, considerada vital para a economia global. A ameaça de novas ações militares aumentou a pressão diplomática, enquanto Teerã sinaliza que não pretende ceder sob prazos ou ameaças, mantendo o controle do estreito como instrumento de negociação.
Autoridades iranianas afirmaram que não aceitam reabrir o Estreito de Ormuz como parte de um cessar-fogo temporário e que Washington também não estaria disposto, neste momento, a discutir um acordo de paz permanente. O impasse mantém o mercado internacional em alerta, já que a região concentra cerca de um quinto do fornecimento energético mundial.
Uma proposta mediada pelo Paquistão prevê um cessar-fogo imediato seguido por negociações para um acordo mais amplo, que poderia ser fechado entre 15 e 20 dias. O plano foi discutido em contatos diplomáticos intensos durante a madrugada, envolvendo autoridades dos Estados Unidos, do Irã e do governo paquistanês.
O governo iraniano informou que já apresentou suas exigências por meio de intermediários e declarou que negociações não podem ocorrer sob pressão militar. Segundo Teerã, as demandas apresentadas refletem os interesses estratégicos do país e não devem ser interpretadas como sinal de recuo, enquanto propostas anteriores dos Estados Unidos foram consideradas excessivas pelo governo iraniano.


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