Cesta básica sobe em todas as capitais e já consome quase metade do salário mínimo no Brasil

O custo da cesta básica aumentou nas 27 capitais brasileiras, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), pressionando ainda mais o orçamento das famílias. Em março, São Paulo registrou o maior valor, de R$ 883,94, enquanto Aracaju apresentou o menor custo médio, de R$ 598,45.

Entre os produtos que mais impactaram a alta estão feijão, batata, tomate, carne bovina e leite, com destaque para os três primeiros, que sofreram influência direta das chuvas nas regiões produtoras. Em sentido oposto, o açúcar teve redução de preço em 19 capitais, impulsionada pelo aumento da oferta no mercado.

As maiores elevações foram registradas em capitais como Manaus, Salvador, Recife, Maceió e Belo Horizonte, todas com variações acima de 6%. Já entre os maiores custos absolutos, além de São Paulo, aparecem Rio de Janeiro, Cuiabá, Florianópolis e Campo Grande, com valores próximos ou acima de R$ 800.

Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621, o trabalhador precisa comprometer cerca de 48,12% da renda líquida para adquirir os itens básicos, percentual superior ao observado no mês anterior. Em média, são necessárias quase 98 horas de trabalho para custear a cesta, número que também cresceu na comparação mensal.

Apesar da pressão recente, o levantamento aponta uma melhora em relação ao ano passado, quando o comprometimento da renda era ainda maior. Ainda assim, os dados evidenciam o peso contínuo da alimentação no orçamento das famílias brasileiras, especialmente em um cenário de variações climáticas e oscilações de oferta.

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