A Rússia lançou drones e mísseis em rotas próximas à usina nuclear de Chernobyl durante ataques à Ucrânia, na noite desta última quarta, 22, aumentando o risco de um acidente de grandes proporções, segundo o procurador-geral ucraniano. As revelações surgem às vésperas dos 40 anos do desastre nuclear de 1986, reacendendo preocupações internacionais sobre segurança atômica em zonas de conflito.
Em declarações, o procurador-geral Ruslan Kravchenko detalhou atividades militares russas até então não divulgadas nas proximidades de instalações nucleares. Segundo ele, os ataques ocorreram em rotas sensíveis que passam por áreas críticas da infraestrutura energética ucraniana.
Além de Chernobyl, a Ucrânia mantém outras usinas nucleares em operação, incluindo a maior da Europa, localizada na região de Zaporíjia, atualmente sob controle russo desde o início da invasão em larga escala em 2022. O domínio da área tem sido um dos principais pontos de tensão no conflito.
Kravchenko afirmou que tanto Chernobyl quanto a usina de Khmelnytskyi estão situadas na rota de mísseis hipersônicos russos Kinzhal. Ao todo, 35 artefatos desse tipo foram detectados a distâncias de até 20 quilômetros das instalações nucleares, sendo que 18 passaram simultaneamente próximos às duas unidades no mesmo trajeto.
A intensificação dessas operações militares em áreas sensíveis eleva o risco de incidentes com impacto internacional, sobretudo diante da proximidade com estruturas nucleares. O cenário amplia a pressão sobre organismos globais e reforça o temor de que o conflito ultrapasse os limites convencionais, com consequências potencialmente catastróficas.


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