O governo de Israel informou nesta quinta, 7, que matou um comandante da força de elite Radwan, ligada ao Hezbollah, durante um ataque aéreo realizado nos subúrbios ao sul de Beirute. A ofensiva marcou o primeiro bombardeio israelense à capital libanesa desde o cessar-fogo firmado no mês passado.
Segundo os militares israelenses, o alvo foi atingido em uma operação conduzida contra áreas controladas pelo Hezbollah. Até o momento, o grupo aliado do Irã não confirmou oficialmente a morte do comandante. O ataque foi anunciado em declaração conjunta do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa, Israel Katz.
A ação elevou a pressão sobre o cessar-fogo estabelecido recentemente, que havia interrompido os bombardeios israelenses em Beirute. Apesar da trégua, tropas israelenses continuam posicionadas em áreas ao sul do Rio Litani e mantêm operações militares no sul libanês.
Em resposta às ações de Israel, o Hezbollah voltou a lançar foguetes e drones armados contra posições militares israelenses. O movimento reacende o risco de escalada regional, especialmente diante da relação estratégica entre o grupo libanês e Teerã.
O cessar-fogo no Líbano vinha sendo considerado peça importante para sustentar uma trégua mais ampla envolvendo o Irã e os Estados Unidos, já que a interrupção dos ataques israelenses era uma das principais exigências iranianas nas negociações diplomáticas com Washington.
Horas antes do bombardeio, Israel emitiu alertas para que moradores deixassem vilas ao norte do Rio Litani, sinalizando possível ampliação da zona de atuação militar. Enquanto isso, as conversas entre Israel e o Líbano seguem em nível diplomático, sem previsão de encontros diretos de alto escalão, segundo o primeiro-ministro libanês Nawaf Salam.


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