A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que Neymar foi submetido nesta segunda, 15, a mais um exame de controle, parte do processo de recuperação da lesão grau dois na panturrilha direita que impede o atacante de atuar , ou mesmo de treinar, desde sua convocação para a Copa do Mundo. O camisa 10 voltou a ficar fora das atividades de campo da seleção no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Morristown.
A presença de Neymar no duelo contra o Haiti, na sexta, 19, às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, é cada vez mais improvável. O técnico Carlo Ancelotti havia demonstrado expectativa de contar com o jogador, mas, desde que se apresentou à seleção em 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), Neymar realizou apenas sessões de fisioterapia e atividades de fortalecimento físico. CBF e comissão técnica têm se limitado a dizer que o jogador está “evoluindo bem”.
A cronologia da lesão gera questionamentos. No dia 17 de maio, dez dias antes de Neymar se apresentar à seleção, o Santos informou que o atacante sofrera apenas um edema provocado por uma “leve pancada” na derrota por 3 a 0 para o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. O clube chegou a comunicar que ele estaria apto a retornar às atividades até 31 de maio. Na Granja Comary, porém, um exame de ressonância magnética confirmou uma lesão de grau dois na panturrilha. O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, informou que o camisa 10 precisaria de duas a três semanas de recuperação, prazo que se encerra nesta quarta, 17.
Na estreia do Brasil na Copa, Neymar ficou no banco de reservas durante o empate em 1 a 1 com Marrocos, no sábado, 13, em Nova Jersey. A seleção brasileira soma um ponto no Grupo C, mesma pontuação dos marroquinos. A liderança é da Escócia, que venceu o Haiti por 1 a 0 em Boston no mesmo dia e tem três pontos, enquanto os haitianos seguem zerados.


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